As empresas e a saúde dos funcionários - parte 2
Semana passada escrevi sobre a primeira parte de um interessante trabalho, onde foi analisado o posicionamento de empresas com relação à prevenção de problemas de saúde em seus funcionários. Neste post continuarei a análise desse dados, reiterando a sugestão de realizarmos uma pesquisa semelhante entre os leitores do blog e da revista Melhor.
O que acham? Com certeza poderemos chegar a dados muito interessantes, que darão a todos uma visão bastante objetiva das condições de trabalho que estão sendo colocadas para os funcionários de micro, pequenas, médias e grandes empresas. Como já mencionei, a pesquisa pode ser feita aqui no blog mesmo, mediante um questionário online.
Enquanto isso, de volta à análise dos dados disponíveis. As questões propostas com relação à alimentação dos funcionários incluíram dois aspectos: ter ou não restaurante na empresa e, em caso afirmativo, se contam ou não com supervisão nutricional. Obtiveram-se as seguintes respostas:
Micro e pequenas empresas
Não tem restaurante: 82%
Tem restaurante com supervisão: 11%
Tem restaurante sem supervisão: 7%Médias e grandes empresas
Não tem restaurante: 33%
Tem restaurante com supervisão: 56%
Tem restaurante sem supervisão: 11%
A observação desses dados ressalta questões importantes: micro e pequenas empresas parecem se importar muito pouco com a saúde nutricional de seus funcionários.
Possivelmente fornecem algum tipo de vale-refeição que pode ser utilizado de maneira nutricionalmente correta, de modo totalmente inadequado quanto à qualidade do que é comprado ou, ainda, servir de moeda de troca em padaria ou supermercado para abastecer o domicílio.
Parecem claros os motivos que levam as micro e pequenas empresas a agirem desse modo, começando pala inviabilidade econômica de montar instalações caras para atender a poucas pessoas.
Poderíamos, no entanto, supor que mesmo nessas condições pudesse haver por parte dos empregadores a preocupação de propiciar aos seus empregados alguma orientação de como se comportar no quilo - o quê escolher, como combinar os nutrientes etc. E, no caso de comprar mantimentos com o vale, que tipo de escolha fazer. Essa conduta não implicaria em instalações ou grandes gastos, podendo ser feita em palestras conduzidas por profissionais da área, em horários adequados.
Outra observação interessante é que, naquelas empresas que têm restaurante, a grande maioria têm supervisão. Muito bom para elas, péssimo para as que não tem, porque essa é uma exigência dos Conselhos Regionais da especialidade.
Os outros resultados da pesquisa abordam a adequação do ambiente de trabalho no sentido de evitar o aparecimento de lesões por esforço de repetição e a existência ou não de acompanhamento médico, odontológico e psicológico para os funcionários. Quanto ao primeiro item as respostas mostraram que 25% e 11% das menores e das maiores empresas, respectivamente, não têm tido essa preocupação, o que pode ser considerado, no mínimo, um contra senso, pois a médio e longo prazo resultará na diminuição da produtividade, afastamentos de funcionários já treinados… em suma, menor produtividade.
Sobre a assistência à saúde os números apresentados no trabalho são, no mínimo, desanimadores: apenas 4% das pequenas e 33% das médias e grandes empresas fornecem assistência à saúde de seus funcionários. Considerando os custos do sistema de saúde complementar (planos de assistência, seguros etc) e a sua comprovada baixa resolutividade, quando não são caríssimos, temos um quadro bastante preocupante. É óbvio que qualquer plano de saúde empresarial custa menos do que os individuais. Cabe, sem dúvida, ao nosso empresariado a responsabilidade social de encaminhar essa questão.
Para os interessados em ler o trabalho diretamente, é possível acessá-lo em PDF no seguinte link: Estudo sobre a preocupação das empresas com a saúde dos funcionários
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21/02/2008 às 22:02
Na verdade um excelente plano de saúde é muito bom, mas seria ainda melhor se as empresas ao invés de pensar só nisso, começassem a pensar em como prevenir doenças geradas pela empresa, para que o colaborador não precise utilizar tanto o plano de saúde!!!
22/02/2008 às 7:03
Heliton, você vê como tudo se encaixa e como é importante ter uma visão abrangente. Orientação alimentar, controle de obesidade, ambiente adequado de trabalho são as condições para fazer a prevenção. Um bom plano de saúde deve atender às situações de doenças que, infelizmente, acontecem. Se as coisas acontecerem concomitantemente estaremos atendendo às condições fundamentais da medicina: a prevenção e o tratamento.
27/02/2008 às 16:58
adorei esse relato em relação a plano de sáude dos colaboradores,sabemos q sem sáude não haverá produtividade nas empresas,e consequentemente para se identificar a qualidade de um organização temos q analisar todos os pontos,e vejo q esse potno é de extrema necessidadee epor isso não custa nada ter uma visão mais ampla em virtude de um plano empresarial q obviamente ajudará muita nas organizações para q isso antecipe até problemas q poderão vim acontecer…. para um bom empresário de um visão de futuro isso tenm q ser implantado em todas organizações…